Posts in the category: Opinião

11 de setembro de 2018

OPINIÃO | 'O ÓDIO QUE SEMEIAS' DE ANGIE THOMAS

Sempre ouvi maravilhas acerca deste livro, para não falar do seu impacto imediato após o lançamento. Com a estreia do filme a aproximar-se decidi que estava na altura de o ler.

Editor: Editoral Presença
Edição ou reimpressão: 09-2017
ISBN: 9789722360920
Goodreads: ★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos. 
O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo. 
A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros. 
Um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Lives Matter e pela luta contra a discriminação e a violência.

OPINIÃO 
Como se pode ler na sinopse, vemos retratada a morte de um jovem negro, assassinado por um polícia, sem qualquer tipo de razão. Infelizmente, este é um retrato exacto do que acontece, atualmente, nos Estados Unidos da América. Este livro é claramente uma crítica à sociedade, ainda retógrada deste país. 

Mas posso dizer-vos que a sinopse engana porque este livro é muito mais do que apenas uma ficção sobre este assassinato ou o retrato de uma realidade. É um força, uma voz. Mais do que transbordar revolta exprime, acima de tudo, a uma sede de mudança. E honestamente, mudança é algo de que os EUA precisam, cada vez mais. Um país que se diz tão desenvolvido e tão "à frente" parece que está a regredir a cada dia. 

Simultaneamente, levou-me a pensar na quantidade de jovens que têm de esconder o que realmente são (neste caso as suas origens), para se integrarem socialmente em pleno século XXI. É importante lutarmos pela igualdade, pelo término do racismo e pela liberdade de expressão. Os jovens são a nossa maior esperança. A Starr é, sem dúvida alguma, uma inspiração. Começa como uma rapariga assustada com o mundo e traumatizada com o que aconteceu, mas termina sendo o rosto da revolução, sem qualquer medo de falar e de defender aquilo em que acredita.

Gostei mesmo deste livro. A escrita da Angie Thomas é bastante leve mas carregada de sentimento. Quando damos por nós estamos imersos na leitura. Se ainda não o leram, façam-no porque o filme deve chegar aos cinemas nacionais em Outubro deste ano.

"De que serve termos uma voz se ficamos calados quando não devemos?"

8 de setembro de 2018

OPINIÃO | 'FORTALEZA IMPOSSÍVEL' DE JASON REKULAK

O primeiro contacto que tive com este livro foi no site da WOOK, apaixonei-me de imediato pela capa que acho que está fantástica. Depois vim a descobrir que tratava de jogos de computador que era algo em que eu era viciada quando era míuda... nunca li nada que envolve-se isso por isso, mais uma razão para o ler. Conheçam a minha opinião:


“Eu sentia-me o miúdo mais sortudo do nono ano. Os meus amigos Alf e Clark vinham a minha casa todas as noites, ansiosos por celebrar a minha recém-descoberta liberdade. Passávamos horas em frente da televisão, faziamos batidos aos litros, empanturrávamo-nos de biscoitos Pop-Tarts e miniaturas de pizza até nos darem a volta ao estômago.” 



LEITURA COM O APOIO

29 de julho de 2018

OPINIÃO | 'CONFIA' DE SOFIA RIBEIRO

Quero agradecer imenso à editora Matéria-Prima por me ter cedido um exemplar para opinião. 

Editor: Matéria-Prima
Edição ou reimpressão: 07-2018
ISBN: 9789897691348
Goodreads: ★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
Um livro emocionante e inspirador.

Sofia Ribeiro revela, pela primeira vez, pormenores inéditos sobre a vida, desde a infância à atualidade, num livro emocionante e intimista.
Habituada desde cedo a lutar pela sua independência, Sofia cresceu a saber ser forte e determinada. Porém, nada a tinha preparado para um diagnóstico inesperado.
Ao mesmo tempo que tentava preservar-se dos olhares da comunicação social, Sofia combateu o cancro com toda a sua força e fé, rodeada pelos amigos, determinantes nesta batalha.
Ao longo deste processo, a atriz descobriu muito sobre si mesma e sobre os outros. É essa descoberta que partilha neste livro, sem medos ou subterfúgios. É com esta verdade que espera poder ajudar todos os que precisam de esperança, seja qual for a sua batalha.

OPINIÃO


“Um doente é um doente, seja ele quem for, somos todos iguais, não há diferença se somos mais ou menos conhecidos do público, exceto numa questão: quando somos um bocadinho mais conhecidos, há pessoas que acham que têm o direito de dizer tudo, de nos abordar e dizer tudo o que querem.” 

25 de julho de 2018

DIÁRIO DE LEITURA: PROMETO PERDER DE PEDRO CHAGAS FREITAS

Decidi fazer algo diferente. Não trago uma opinião porque ainda hoje sinto que não consigo arranjar palavras suficientes para descrever este livro. Nesse sentido, aqui fica o meu diário de leitura de "Prometo Perder" do Pedro Chagas Freitas.

10 de Setembro, 2016: O meu namorado ofereceu-me o meu primeiro livro do Pedro Chagas Freitas, Prometo Perder. O autor ia estar na Feira do Livro do Porto, no stand do El Corte Inglês, a dar autógrafos. Dele, só tinha lido algumas páginas de Prometo Falhar e mesmo assim sabia que era fã da sua escrita porque identifiquei-me de imediato com os poucos textos que li. Assim que o conheci percebi que tinha mesmo de ler as suas obras. Ainda não tive a oportunidade de conhecer muitos autores, mas quando o fizer espero que a experiência seja parecida com a que tive com o Pedro. É extremamente simpático e gosta de conversar com o leitor. Na hora de dar o autógrafo escreve algo que tenha a ver com a pessoa e eu achei isso maravilhoso.

Neste mesmo dia, quando cheguei a casa, decidi que tinha obrigatoriamente de o começar a ler. Assim o fiz. Li 40 páginas e desde cedo o achei incrível. Rapidamente o livro se encheu de frases sublinhadas e posts its. Mas o que está mal neste parágrafo? Obrigatoriamente. Agora que já o terminei percebo o erro. Este é daqueles livros que, na minha opinião, tem de se ler com calma para assimilar cada texto, cada palavra, cada mensagem. O leitor tem de estar disponível.


"Tentei, ao longo de toda a minha vida, fazer tudo para não errar. 
E foi esse, sei-o agora, o meu maior, e único, erro."


08 de Julho, 2018: Parece rídiculo, eu sei, mas só voltei a pegar no livro aqui. Novos livros foram chegando, leituras atrás de leituras e lá ficou esquecido. Mas calma, por vezes há a ideia que quando "abandonamos" um livro é porque é mau, e neste caso posso-vos dizer que percebi que há momentos certos para ler determinados livros.

Podem achar que sou maluca, mas a verdade é que neste dia senti que estava a precisar de ler textos do Pedro. Talvez porque me sentia mais em baixo, não sei. Não me perguntem porquê, mas precisava. Assim foi e não me arrependi. Não precisei de ler muito até chegar ao primeiro texto com o qual me identificava a 100%.


"Um dia vai deixar de haver amanhã. Um dia vais acordar 
e já não podes acordar. É bom que acordes antes dessa dia."


15 de Julho, 2018: Terminei. E a primeira coisa que vos posso dizer é que me fez bem. Em "Prometo Perder" passamos por vários textos em forma de carta. Permite-nos refletir sobre os mais diversos sentimentos na voz de diferentes pessoas que estão a passar por situações distintas. Amor, amizade, comportamento humano, quotidiano, são alguns dos temas que vemos retratados. Basicamente: há para todos os gostos.

Só digo uma coisa: alguns dos textos pareciam literalmente escritos para mim. Aqui tive a confirmação que "é o livro a ler a pessoa, e não a pessoa a ler o livro" - palavras do próprio autor numa entrevista recente. Sublinhei provavelmente 70% do livro. Aliás, sublinhei tanto que até esgotei os posts its. Agora sei que não o posso emprestar a ninguém porque acho que ficariam a saber demasiado de mim. É como um diário.

Prova do que referi no parágrafo anterior: numa bela tarde, minutos antes de retomar a leitura, estava a falar com a minha mãe sobre humilhação. Quando voltei a pegar no livro, viro a página e deparo-me com a frase "Não existem humilhadores; só existem humilhados" e todo um parágrafo sobre isto. Juro que não estou a brincar. Foi obviamente uma coincidência, e das boas.


"O segredo da felicidade é saber escolher os pingos de 
palavras que te molham. A tua vida define-se, em grande parte, 
pelas palavras que escolhes dizer e pelas palavras que escolhes ouvir."


Gostei imenso deste livro. Identifiquei-me com muitas situações e sinto que me deu várias lições para melhorar como pessoa. Não vou dizer que gostei de todos os textos pois estaria a mentir. Muitos não me disseram absolutamente nada e outros queria que terminassem. Mas um dos pontos positivos desta obra é que os textos, na sua maioria, são pequenos. Isto ajuda a criar um bom ritmo de leitura e para além disso nunca ficar aborrecida mesmo quando não gostamos de algum texto.

"Prometo Perder" é um bom livro para refletir. Superou todas as minhas expectavivas e mal posso esperar por ler mais obras do Pedro Chagas Freitas.


"Discute com quem amas sempre que necessário - mas sempre com 
cimento e cola e tijolos na mão: sempre para construir. Amar é construir. 
O amor é levantado sobre a capacidade de discutir sem destruir. 
Às vezes é difícil, terrivelmente difícil. Mas um amor que acaba
 sem discussão não é um amor falhado; simplesmente não é um amor."



COMPRA O LIVRO AQUI.



8 de junho de 2018

OPINIÃO | 'OS ALTOS E BAIXOS DO MEU CORAÇÃO' DE BECKY ALBERTALI

Iniciei a leitura sem qualquer tipo de expectativa. O ano passado, li o "O coração de Simon contra o mundo" e apesar de ter gostado, o final desiludiu-me. Ainda assim, quis dar uma nova oportunidade à autora, Becky Albertali, porque adorei a sua escrita e os temas que aborda. Não me desiludi de todo.

Editor: Porto Editora
Edição ou reimpressão: 03-2018
ISBN: 978-972-0-03034-4
Goodreads: ★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
Aos 17 anos, Molly sabe tudo o que há para saber sobre o amor não correspondido. É que a jovem já se apaixonou 27 vezes, mas sempre em segredo. E por mais que a irmã gémea, Cassie, lhe diga para ter juízo, Molly tem sempre cuidado. É melhor ter cuidado do que sofrer.

Quando Cassie se apaixona, a sua nova relação traz um novo círculo de amigos. Dele faz parte Will, que é engraçado, namoradeiro e um excelente candidato a primeiro namorado da Molly.

Mas há um problema: o colega de Molly, Reid, um cromo e fã incondicional de Tolkien, por quem ela jamais se apaixonaria… certo?

Uma história divertida e comovente sobre primeiros amores e a importância de sermos fiéis a nós mesmos.

OPINIÃO
"Os Altos e Baixos do Meu Coração" é o segundo romance publicado por Becky Albertali e ganhou lugar cativo na minha lista de favoritos (de sempre). É um livro que prende desde a primeirissima página. Tal como n' "O coração de Simon contra o mundo", Becky brinda-nos com uma escrita leve que flui naturalmente.

Quando terminei só queria mais, e lembro-me de pensar que queria acompanhar a vida da Molly para sempre pois ela é das personagens mais adoráveis que já conheci. Está a passar pela fase mais difícil da adolescência, a construção da identidade, onde as emoções disparam em diversas direções. Já se apaixonou 27 vezes mas nunca avançou porque o medo de ser rejeitada a impediu, e passa por momentos de insegurança pelo facto de ser gordinha. Ainda assim, durante o livro ela demonstra gostar dela mesma. A verdade é que muitas vezes nos sentimos inseguros com medo do que os outros pensam e não porque não gostamos de nós.

"Odeio estes pensamentos. 
Odeio a forma como odeio o meu corpo. 
Na verdade, nem sequer odeio o meu corpo. 
Só tenho medo que os outros o odeiem."

Outra coisa que não me queria esquecer de falar era sobre a relação maravilhosa de Molly com a irmã, Cassie. São gémeas mas são o oposto uma da outra em todos os aspectos, e isto é o que me fez gostar tanto delas. Têm uma capacidade de se reajustarem uma à outra e mesmo quando a relação parece estar a desmoronar-se elas dão sempre a volta por cima. Quem tem irmãos, de certeza que se irá identificar. E se não se idenficarem com a Molly ou com a Cassie, de certeza que o irão fazer com outra personagem pois existem para todos os gostos.

Se tivesse que escolher uma palavra para descrever este livro usaria a diversidade. Homossexualidade, heterossexualidade, pansexulidade, gordofobia, famílias disfuncionais, amizades à distância, diversidade cultural... são só alguns dos temas que vemos representados em "Os Altos e Baixos do Meu Coração" . Nunca tinha lido um livro com tanta diversidade e percebo que a ideia de Becky, mais uma vez, é a de quebrar barreiras. E das coisas que mais admiro nos livros da autora, para além dos temas, é o facto de nunca deixar o humor de lado. A capacidade de abordar temas tabus na nossa sociedade de forma a nunca dramatizar ou tornar o livro depressivo. É de isto que os nossos jovens precisam... livros optimistas que trasmitam boas energias.

Inspirador, emocionante, cativante. Por favor leiam "Os Altos e Baixos do Meu Coração" ♡


"Eu estou a tentar ser menos cautelosa. Mas nós temos de ser o guarda-redes do nosso coração."

16 de maio de 2018

OPINIÃO | 'UM DE NÓS MENTE' DE KAREN M. MCMANUS

Quando estamos a navegar pelas novidades literárias no site da WOOK e nos cruzamos com um thriller YA com o nome "Um de Nós Mente" é impossível não ficar cheio de curiosidade para o ler. Desde já quero agradecer imenso à Gailivro pelo envio de um exemplar para opinião.

Editor: Gailivro (chancela da Leya)
Edição ou reimpressão: 05-2018
ISBN: 9789892341989
Goodreads: ★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
Simon Kelleher é o criador do Má-Língua, uma nova aplicação que está a encurralar a elite de Bayview High, revelando pormenores da vida privada dos alunos da escola. 
Mas o caso torna-se mais grave quando Simon e quatro colegas ficam fechados de castigo numa sala, e ele morre diante das suas vítimas. 

Os quatro que se tornam suspeitos imediatos do homicídio, são: 
A melhor aluna da escola, Bronwyn que nunca viola uma regra e quer entrar em Yale. 
A estrela da equipa de basebol de Bayview, Cooper. 
Nate, o criminoso, que está em liberdade condicional por vender droga.
A menina bonita, Addy, que parece ter a vida perfeita ao lado do namorado perfeito.

Que segredos queriam esconder para eliminar Simon? 
Quem será o culpado?

OPINIÃO
É impossível que o título e a capa do livro passem despercebidos ao olhar de um leitor. Thriller é um género que gosto de ler mas este despertou-me especial interesse pelo facto de ser young adult. Esperava um livro com suspense mas bem fluido. Não estava enganada. "Um de Nós Mente" lê-se num abrir e fechar de olhos. A escrita de Karen M. McManus é viciante, envolvente e simples. Os capítulos são curtos e narrados por quatro personagens diferentes (os suspeitos).

Nos primeiros capítulos senti que a autora não estava a conseguir delinear bem as características das personagens e isso fez com que, por vezes, parece-se a mesma a falar. No entanto, Bronwyn, Nate, Cooper e Addy vão ganhando "corpo" ao longo do livro e no final é notório o seu amadurecimento assim como o da escrita da autora, que vai progredindo. No final, é muito interessante perceber como esta experiência mudou a vida destas quatro personagens, agrupando e reinventado-as 

Gostei especialmente da forma como Karen conduziu o suspense ao longo do livro. Não se focou só e apenas no suposto homicido e na sua investigação, como também deu ao leitor a oportunidade de conhecer a história de vida de cada personagem. No final de cada capítulo tinha uma teoria diferente sobre quem teria morto Simon, vão surgindo sempre novas informações que acabam por influenciar o nosso raciocínio. E acreditam que cheguei ao fim e nem sequer acertei?

O final foi inesperado. Nem sequer imaginei que o livro pudesse terminar assim e que o culpado fosse aquela pessoa! E é isso que mais adoro neste género de livros. Fazemos mil e um planos na nossa cabeça, chegamos ao final e somos surpreendidos. 

"Um de Nós Mente", apesar de ser claramente um thriller, é essencialmente um young adult. Está carregado de clichés mas é impossível não gostar dele. O bullying, a homosexualidade, o impacto das redes sociais e o romance adolescente são alguns dos temas abordados neste livro, que continuam a ser extremamente relevantes na atualidade. 

"Foi assim toda a minha vida. As pessoas veem-me e, de imediato, pensam o melhor de mim. Assim que me conhecem, gostam de mim ainda mais. Se alguma vez se soubesse que fiz realmente alguma coisa ao Simon, muitas pessoas iriam odiar-me."


'OS ALTOS E BAIXOS DO MEU CORAÇÃO' DE BECKY ALBERTALLI

Depois do enorme sucesso de O Coração de Simon Contra o Mundo, cuja adaptação estreia no dia 21 de Junho no nosso país, a Porto Editora publica, no dia 17 de Maio, o segundo romance de Becky Albertalli, "Os Altos e Baixos do Meu Coração".


EDITORA | Gailivro
PÁGINAS | 400
PVP | 18,90€

SINOPSE
Aos 17 anos, Molly sabe tudo o que há para saber sobre o amor não correspondido. É que a jovem já se apaixonou 27 vezes, mas sempre em segredo. E por mais que a irmã gémea, Cassie, lhe diga para ter juízo, Molly tem sempre cuidado. É melhor ter cuidado do que sofrer.

Quando Cassie se apaixona, a sua nova relação traz um novo círculo de amigos. Dele faz parte Will, que é engraçado, namoradeiro e um excelente candidato a primeiro namorado da Molly.

Mas há um problema: o colega de Molly, Reid, um cromo e fã incondicional de Tolkien, por quem ela jamais se apaixonaria… certo?

Uma história divertida e comovente sobre primeiros amores e a importância de sermos fiéis a nós mesmos.


COMPRA EM WOOK.PT

30 de abril de 2018

OPINIÃO | 'KOLDBRANN PARTE 1 - REBELDES' DE ANA CLÁUDIA DÂMASO

Quero agradecer imenso à autora Ana Cláudia Dâmaso por me ter contacto com o intuito de estabelecer uma parceria com o efeito m, com a qual estou extremamente satisfeita. E quero também pedir desculpa pela demora da leitura e opinião dos seus livros. 

Editor: Chiado Editora
Edição ou reimpressão: 07-2016
ISBN:  9789895176830
Goodreads: ★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
Num mundo apocalíptico, a população saudável vive em cidades-bunker, chamadas de fortalezas, que os protegem dos perigos do mundo exterior, onde é melhor morrer, que deixar de ter o sangue vermelho. A limitação da liberdade alheia cria estruturas sociais muito restritas que todos são obrigados a cumprir.

Esta é a história de Diana Salvatore, uma jovem que se revolta contra o destino que lhe foi imposto..

OPINIÃO
Este foi um livro que me surpreendeu imenso. Não porque estava com as expectativas baixas (aliás só vi comentários positivos acerca dele), mas não tinha noção que seria tão bom.

Inicialmente demorei um bocadinho a avançar na leitura, porque a história é nos introduzida através de um prólogo bastante extenso. Confesso que, sendo um primeiro contacto com o livro, tornava-se um pouco massador mas ao mesmo tempo indispensável para o entendimento de toda a narrativa.

Outro ponto que demorei um pouco a assimilar foi o facto da autora nas intervenções das personagens intercalar o português com outras línguas (inglês, italiano, ...). Ainda assim, isso não foi, de todo, um impedimento. Ao longo da leitura começei a habituar-me e por vezes já nem dava conta que estava a ler em outra língua, porque, até eu, no dia à dia, misturo o português e o inglês. Acho que nunca li um livro que misturasse várias línguas e achei a ideia bastante original.

Muitas coisas me chamaram imediatamente à atenção neste livro: a primeira foi, sem dúvida, a escrita da Ana Cláudia, que é maravilhosa. Consegue envolver o leitor na história de tal maneira que quando damos conta já lemos uma quantidade absurda de páginas e simplesmente não queremos parar. Ela permite-nos conhecer as personagens ao longo da história, sem revelar demasiado, e isso fez-me ficar ainda mais agarrada ao livro faminta de informação.

Depois, o universo, do qual não encontrei qualquer falha. Nota-se que a autora fez a sua pesquisa, pensou tudo ao mais infimo pormenor para que tudo fizesse sentido; para que todas as peças se encaixassem na perfeição.

Como referi anteriormente, a Ana Cláudia não nos dá tudo de mão beijada em relação às personagens, mas não só, a história vai-se desenvolvendo com um ritmo bastante interessante, mas sem nunca expor demasiado. A autora vai desvendando as coisas a seu tempo (e honesmentamente este é dos melhores truques para me manter presa a um livro). O que quero dizer com isto, é que autora sabe como cativar o leitor até à última página e neste caso, deixar-nos com aquela ansiadade de ler o segundo livro para saber o que vai acontecer. 

Penso que os fãs de "A Seleção" de Kiera Cass e "Maze Runner" de James Dashner poderão gostar deste livro uma vez que Koldbrann me lembra um crossover destas duas sagas.

Acho sinceramente que este livro merece mais reconhecimento porque está ao nível dos bestsellers publicados por grandes editoras. Toda a gente devia conhecer a escrita da Ana Claúdia Dâmaso. Rumo à "Parte 2 - Desleais" ♡


"Mantém o sangue vermelho"

24 de novembro de 2017

OPINIÃO | 'EQUILÍBRIO 1 - O DESPERTAR' DE IRIA ALEXANDRA CARDOSO

Em Outubro, a autora portuguesa Iria Alexandra Cardoso entrou em contacto comigo para estabelecermos uma parceria. Mesmo não sendo o género de livro que costumo ler, a simplicidade da sinopse despertou-me bastante interesse e por isso aceitei. 

Editor: Chiado Editora
Edição ou reimpressão: Dezembro de 2015
ISBN: 978-989-51-5571-2
Goodreads: ★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
Duas facções combatem por um artefacto que contém todo o equilíbrio do Universo. O Saphyrum é valioso e nas mãos erradas pode trazer o caos e a escuridão. Nas mãos certas pode trazer harmonia e luz a um mundo confuso e repleto de dúvidas sobre o futuro.
Num instante, com um simples quebrar de regras, o Saphyrum desaparece para sempre… ou talvez não.

OPINIÃO
Fantasia não é de todo o género literário que costumo ler, aliás, consigo contar pelos dedos os livros de fantasia que já li na minha vida. Não é um género que evito, mas é provavelmente aquele que me desperta menos interesse. Como tal, iniciei a minha leitura do "Equilíbrio 1 - o Despertar" ligeiramente receosa mas rapidamente me surpreendi.

A escrita da Iria é extremamente bonita, leve e fluída. Gostei principalmente do facto de as descrições estarem elaboradas de uma forma muito concisa, e, os constantes diálogos entre as personagens dão uma ótima dinâmica ao livro fazendo o leitor voar pelas suas páginas. Como é normal, não sendo uma grande leitora de fantasia, no início demorei um pouco a assimilar todos os aspectos do enredo, mas depois, com o desenvolver da narrativa fui emergindo na história da protagonista - Alexandra.

Outro ponto que me levou a gostar tanto deste livro foram, sem dúvida, as personagens. No geral, acho que a Iria fez uma ótima caracterização das personagens, o que tornou cada uma delas única. Mas tenho de dar ênfase àquelas que mais gostei, a Alexandra e o Derek. A Alexandra porque é impossível não criar de imediato uma forte ligação com ela, e o Derek porque adorei todo o mistério inerente à sua personagem e o facto de ele ser extremamente amoroso.

A Alex é uma personagem que possui dons, o que me levou, imediatamente, a relacionar esta história com a de um dos meus livros favoritos de sempre (que incrivelmente é de fantasia), "Gravar As Marcas" de Veronica Roth.

O final foi completamente surpreendente e, devo dizer que fiquei sem fôlego - só descansei quando cheguei ao fim. O grande problema é que o final do livro faz-nos querer mais, e por isso mesmo aguardo ansiosamente pela continuação.

Para concluir parece que foi um livro feito à minha medida, tem tudo q.b.: fantasia, mundo moderno e romance. A Iria conseguiu equilibrar tudo muito bem e foi isso que mais me conquistou e cativou em "Equilíbrio 1 - o Despertar".


"Eu já reparei na forma como ele olha para ti. É tão doce que faria derreter qualquer coração. Até mesmo um coração como o teu que nunca bateu por ninguém."


Deixo em baixo o vídeo promocional do livro, assim como as redes sociais da autora para que possam visitar e conhecer mais sobre a sua primeira obra.

18 de setembro de 2017

OPINIÃO | 'UM MAIS UM - A FÓRMULA DA FELICIDADE' DE JOJO MOYES

Foi impossível ficar indiferente à historia de Lou, em "Viver Depois de Ti". Foi impossível não ficar apaixonada pela a escrita da Jojo Moyes e pela forma como nos faz voar pelas páginas. Quando soube que seria editado, em Portugal, um novo romance da autora, não consegui controlar a minha enorme vontade de o ler.

Quero agradecer imenso à Porto Editora por me ter cedido um exemplar para opinião. "Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade" chega às livrarias hoje, dia 18 de Setembro. 

Editor: Porto Editora
Edição ou reimpressão: Agosto de 2017
ISBN: 978-972-0-03002-3
Goodreads: ★★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
Uma mãe por conta própria
Jess Thomas faz o seu melhor, dia após dia. É difícil lutar sozinha.
E, por vezes, assume riscos que não devia. Apenas porque tem de ser…

Uma família caótica
Tanzie, a filha de Jess, é uma criança dotada e brilhante a lidar com números, mas sem apoio nunca terá oportunidade de se revelar.
Nicky, enteado de Jess, é um adolescente reservado, que não consegue sozinho fazer frente às perseguições de que é alvo na escola.
Por vezes, Jess sente que os filhos se estão a afundar…

Um desconhecido atraente
Ed Nicholls entra nas suas vidas. Ele é um homem com um passado complicado que foge desesperado de um futuro incerto. Ed sabe o que é a solidão. E quer ajudá-los…

Uma história de amor inesperada
Um mais um - A fórmula da felicidade é um romance cativante e original sobre duas pessoas que se encontram em circunstâncias difíceis.

OPINIÃO
Terminei este livro às 04h14 de dia 18 de Setembro. Acabei-o a esta hora da madrugada porque não consegui parar de o ler. Há bastante tempo que um livro não me fazia sentir assim: ansiosa para chegar às últimas páginas e descobrir o final reservado para estas personagens. Se bem que este livro foi um misto de emoções. Queria tanto terminá-lo, mas, assim que cheguei ao final só queria que houvesse mais, e mais, e mais... Esta é uma das características dos livros da Jojo Moyes, devorámos o livro até não haver mais, porque nos apegamos às personagens de tal maneira que não as queremos largar por nada deste mundo. 

Cada capítulo deste livro é narrado por cada uma dessas personagens. E afinal por onde hei-de começar?

Talvez por Jess. Uma mulher que luta até não ter mais forças para o fazer, e que mesmo assim nunca desiste. Que acredita, e quer que os outro acreditem, que tudo se vai resolver mesmo quando não existe uma réstia de esperança. Que trabalha mais do que merece - tudo pela sua família. É uma mulher inspiradora, uma mãe extraordinária e um exemplo a seguir.

Depois temos Tanzie, uma miúda amorosa que nasceu para a Matemática. Ela quer seguir os estudos nessa área, mas, devido às poucas possibilidades da família isso pode tornar-se difícil. Ainda assim, ela é uma rapariga forte. Digamos que sai à mãe, é (também) uma lutadora. Quando lê-mos os capítulos dela é impossível não nos rendermos a esta personagem. Dá-nos vontade de a abraçar e de a proteger a todo o custo, como se fosse a nossa pequena irmã. Ah, e Tanzie tem um melhor amigo que é o Norman, o cão da família - é ele o protagonista dos momentos mais engraçados e inesperados deste livro.

Em relação a Nicky - uma das minhas personagens favoritas - a sua história deixou-me revoltada. Sofre de bullying e sente-se incompreendido, mas ao longo do livro, vamos observando a sua evolução, e muita coisa mudará com a ajuda de Ed Nicholls.

Já Ed caiu, literalmente, de pára-quedas na vida desta família e ainda bem. Ele cometeu um erro gravíssimo que irá transformar a sua vida por completo. Admito que foi uma personagem que me irritou imenso no início, mas que, ao longo do livro é impossível não nos apaixonarmos completamente por ele (e pela Jess, claro!).

Tal como deu para perceber (espero eu), encontramos, neste livro, personagens extremamente bem desenvolvidas, das quais é impossível ficar indiferente. 

Quando estas cinco personagens se juntam, nada as consegue parar. Juntos passam por uma enorme aventura que envolve muitos quilómetros e muitas situações engraçadas. Não têm noção do quão foi divertido acompanhar todos os altos e baixos desta aventura. Houveram momentos em que eu senti mesmo que estava com eles e simplesmente não conseguia parar de ler.

É um livro com diversas situações inesperadas, que nos deixa com o coração a palpitar em vários momentos. Passei por diversos estados a lê-lo: sorri, emocionei-me e ainda ri à gargalhada. É um romance que nos vicia completamente desde a primeira página. Não consigo encontrar pontos negativos. É um livro do qual podemos retirar tanta coisa para aplicar em nós próprios, que nos torna melhores pessoas. Faz-nos pensar e leva-nos a olhar para as coisas de outra forma. Fazer como Jess e dizer "Havemos sempre de arranjar uma solução".


"Quero ver qual é o resultado da nossa soma, Jessica Rae Thomas. Da soma de todos nós. O que dizes?"


Já podem encontrar este livro nas livrarias. Espero que se sintam tão bem a ler este livro como eu me senti. A mim resta-me implorar à Jojo Moyes para que escreva a continuação de "Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade".

11 de julho de 2017

OPINIÃO | GIRL ONLINE: ON TOUR DA ZOE SUGG

Esta semana terminei o segundo livro da saga "Miúda Online"  escrita pela famosa youtuber britânica Zoella (Zoe Sugg). Será que gostei desta nova aventura da nossa protagonista Penny? 

Editor: Booksmile
Edição ou reimpressão: Novembro de 2015
ISBN: 9789898831323
Goodreads: ★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
A Penny é convidada pelo seu deus do rock, o namorado Noah, para o acompanhar na digressão pela Europa. Ela está ansiosa. Mas quando se confronta com a agenda sobrelotada do Noah, com os membros da banda com ar de poucos amigos e com ameaças de fãs ciumentas, começa a sentir-se um pouco a mais.

Além disso, não consegue evitar as saudades da família, do seu amigo Elliot... e do seu blogue, Miúda Online. Conseguirá a Penny equilibrar o amor com o resto da sua vida, ou perderá tudo enquanto procura ter o verão perfeito?

OPINIÃO
Foi uma leitura muito agradável. Acho que é um livro ótimo para esta altura do ano - é leve, deixa-te facilmente agarrado e lê-se num instante. Para não falar que é um livro que te deixa com uma enorme vontade de viajar pela Europa. 

Não vou mentir: é cheio de clichés, situações impossíveis de acontecer na vida real e alguns problemas em termos de enredo. A nossa protagonista Penny é muito trapalhona e está sempre a tropeçar ou a cair em sítios onde não é suposto e isso percebe-se desde o primeiro livro mas acho que por vezes se torna demasiado repetitivo porque o leitor apercebe-se desde o início que ela é meio aluada, não era necessário pôr a rapariga a cair em todo o lado - este é talvez a única coisa que me deixou irritada ao longo da saga. 

A verdade é que é impossível não ficar agarrado à história da Penny e à sua relação com o Noah. Concluindo, acho que é um ótimo livro para ler no Verão - para levar connosco nas férias, para a praia ou para uma esplanada. Afinal às vezes sabe bem ler assim um livrinho cheio de clichés e nada melhor que esta altura do ano para isso. 

Para quem está a começar a ler em Inglês, considero que este livro também é uma ótima escolha. Este é apenas o segundo livro que leio em Inglês e foi super fácil. De vez em quando ia confirmar uma palavra ou outra no dicionário mas tirando isso foi como se estivesse a ler em Português.

I don't think I like to imagine my love as a lock. Instead, I prefer to think of it as being like the bridge we're standing on - something that connects two hearts together that otherwise would never meet.

_


Criei um Instagram dedicado apenas ao canal do Youtube e ao blog. Se quiseres passar por lá basta clicares na imagem em baixo ♡ 

13 de abril de 2017

OPINIÃO | 'AMOR CRUEL' DE COLLEEN HOOVER

No âmbito do projeto "Mulheres Para Ler" criado pela Iara do canal Conto Em Canto, no qual estou a participar, li o "Amor Cruel" de Colleen Hoover.

A Colleen é uma das minhas escritoras favoritas e este era o único livro que me faltava ler dela - daqueles que possuo e que já foram editados cá - e tal como todos os outros não me desiludiu e foi tal e qual como eu esperava.

Editor: Topseller
Edição ou reimpressão: Junho de 2015
ISBN: 9789898800572
Goodreads: ★★★★★
COMPRA AQUI 

SINOPSE
Tate é enfermeira e muda-se para São Francisco, para casa do irmão Corbin, para estudar e trabalhar. Miles é piloto-aviador e mora no mesmo prédio de Corbin. Depois de se conhecerem de forma atribulada, Tate e Miles acabam por se aproximar e dar início a uma relação exclusivamente física. Para que esta relação exista, Miles impõe a Tate duas regras:

«Não faças perguntas sobre o meu passado. Não esperes um futuro.»

Tate aceita o desafio de manter uma relação distante, sem nenhum compromisso, nem sequer o da amizade. A relação alimenta-se assim da atração mútua entre os dois. Miles nunca fala de si nem do seu passado, e comporta-se perante Tate de acordo com as regras que ele definiu. Será Miles capaz de desvendar o que se esconde por detrás desta necessidade tão grande de se distanciar emocionalmente dos outros?

E poderá algo tão cruel transformar-se numa relação bonita e duradoura?

OPINIÃO
As opiniões dos livros da Colleen Hoover são sempre as mais difíceis de escrever, talvez porque é impossível não te sentires extremamente envolvido na história. Esta é uma das características da escrita da Colleen, envolve de tal maneira o leitor que sentimos na pele tudo o que as personagens sentem - sofremos até à última página do livro.

Tal como podemos ler na sinopse, esta história foca-se em duas personagens - o Miles e a Tate - que mantêm uma relação exclusivamente física, ou seja, meramente sexo. Os dois são bastante diferentes. A Tate é uma mulher segura de si, completamente resolvida, enquanto ele é assombrado pelo seu passado que não o deixa seguir em frente com a sua vida amorosa - quando acontece algo de muito mau connosco, já não conseguimos ver nada de positivo daí para a frente. Isso foi o que aconteceu com Miles e acreditem que ninguém quer passar pelo o que ele passou.

Este livro é narrado intercaladamente pelo Miles e pela Tate. Os capítulos da Tate contam o presente e os do Miles o passado. Em cada capítulo do Miles descobrimos mais um bocadinho sobre ele, o seu passado é nos contado aos poucos até ao fim do livro de uma forma tão coerente que percebemos perfeitamente o porquê de ele ser como é. A Colleen é perita em não nos dar tudo de mão beijada e é isso que nos deixa completamente agarrados ao livro até à última página.  Não conseguimos parar de ler até descobrir tudo. É impossível não nos emocionar-mos ao lê-lo - principalmente quando descobrimos o que aconteceu ao Miles. É preciso salientar que isto não é apenas sexo, é uma história de amor - o seu lado bom e o seu lado cruel.

Este é o quarto livro da Colleen Hoover que leio e cada vez se torna mais difícil escolher qual o meu preferido. É incrível a maneira como ela consegue escrever histórias com pés e cabeça, onde todas as peças se encaixam. As personagens desenvolvem-se ao longo do livro e o leitor consegue perceber essa evolução. É impossível não ficar apaixonado por elas e pela sua história. Quando acabo de ler os livros da Colleen sinto que conheço perfeitamente cada personagem - quase que acredito que são reais.

Resumindo: QUE LIVRO TÃO BOM. Aconselho imenso. A Colleen Hoover é uma das escritoras mais fantásticas que conheço e acho que toda a gente deve ler os seus livros. Dos traduzidos em Portugal só me falta ler o "9 de Novembro" e mal posso esperar para o fazer.

P.S: Quando começarem a ler este livro não se esqueçam dos lenços de papel. E não o leiam à noite porque é garantido que não vão dormir até o acabar.


"O amor nem sempre é bonito, Tate. Às vezes, passamos o tempo todo à espera de que se transforme numa coisa diferente. Numa coisa melhor. Até que, quando nos damos conta, voltámos ao ponto de partida, e perdemos o coração, algures no meio do caminho."


Enquanto escrevia esta opinião descobri uma coisa: este livro terá uma adaptação cinematográfica cujo teaser foi divulgado em 2015. Pelo que percebi, o filme era suposto sair em 2016 mas não saiu, e segundo as minhas pesquisas só sairá no fim do próximo ano, estando neste momento em pré-produção. O ator Nick Bateman vai interpretar o Miles, mas ainda não se sabe quem vai interpretar a nossa Tate. Mal posso esperar para saber.

30 de março de 2017

OPINIÃO | 'GRAVAR AS MARCAS' DE VERONICA ROTH

No âmbito do projeto "Mulheres Para Ler" criado pela Iara do canal Conto Em Canto, no qual participei, li o "Gravar As Marcas" de Veronica Roth.

Sendo uma grande fã da série "Divergente" este livro era para mim dos lançamentos mais esperados do ano e depois de toda a controvérsia à volta deste livro a vontade de o ler cresceu ainda mais. Cuidado com os spoilers!

Editor: HarperCollins
Edição ou reimpressão: 01-2017
ISBN: 9788491391111
Goodreads: ★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
CYRA é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.

AKOS é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar. Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?

OPINIÃO
Por onde começar? Esta é a primeira coisa que me vem à cabeça quando penso que quero escrever a opinião deste livro fantástico. Surpreendeu-me tanto. A Veronica está tão de parabéns.

Quando iniciei a minha leitura confesso que não estava a ir "muito à bola" com o livro. Não parecia nada que tinha sido escrito pela Veronica, e para além disso faz muito tempo que não leio um livro de fantasia/ficção cientifica. Nos primeiros capítulos somos introduzidos à história: conhecemos Cyra e Akos, as suas famílias, os seus povos, Shotet e Thuvhe respectivamente. É um mundo bastante complexo no qual demorei muito tempo a entrar e assimilar todos os conceitos, nomes, etc. Voltei atrás várias vezes para reler, mas assim que consegui assimilar tudo, entrei num dos mundos mais fantásticos que já 'conheci'. Desde então não larguei mais o livro e agora que o terminei só quero mais.

As personagens estão extremamente bem desenvolvidas. Claro que acabamos por conhecer melhor o Akos e a Cyra porque são eles que narram este livro. Mas mesmo as outras que aparecem poucas vezes estão bem estruturadas. Acredito que no próximo livro viremos a descobrir mais sobre elas.

A minha personagem favorita é a Cyra, porque a considero uma mulher forte e corajosa - depois de tudo o que ela passa durante todo o livro, para não falar do seu dom-corrente. Apesar de também adorar o Akos, que mostra do inicio ao fim a lealdade que tem para com a sua família.

Outro aspecto muito positivo deste livro é a relação entre o Akos e a Cyra. Eu, assim que o Akos foi empurrado para o mundo de Cyra, tive um feeling que iria surgir entre eles um sentimento. Não me enganei, mas adorei o facto da Veronica não querer tornar isso o foco do livro. O desenvolvimento da relação deles é feito de forma discreta sem nunca se tornar o ponto mais importante do livro.

Uma coisa que me surpreendeu foi que a Veronica colocou personagens homossexuais. Falo de Cisi, a irmã de Akos, que mostra um grande interesse por Isae, a chanceler de Thuvhe. Segundo Akos, o sentimento é mútuo referindo-se a Isae. Gostei bastante da maneira como a relação entre elas foi abordada na história, também de uma forma discreta, mas penso que será mais desenvolvida no próximo livro.

O único ponto que considero negativo foi o facto de os capítulos da Cyra serem narrados na primeira pessoa e os do Akos na terceira. Sinto que os da Cyra se tornavam mais interessantes. Dava para conhecê-la bastante melhor e acabei por me apegar mais a ela do que a ele.

O que mais gostei neste mundo foi o facto de todas as personagens terem dons-correntes, destinos, e de cada povo ter as suas tradições. No caso dos Shotet, que foi o que me despertou mais interesse, foi o costume de gravar uma marca sempre que assassinavam alguém - daí o título do livro.

Muita polémica se gerou por causa desta questão de gravar as marcas, sem qualquer tipo de razão. Isto é uma tradição daquele povo. Ainda existem muitos povos com tradições não muito "normais" à vista de muita gente. E estamos a falar da realidade e não de ficção, como é o caso. Continuando, no tema das polémicas, também vi muita gente a falar em racismo - posso garantir que não encontrei qualquer demonstração de racismo neste livro. Conheci dois povos que são inimigos - quantos não o são hoje em dia e fazem coisas impensáveis por causa disso? Este livro consegue retratar, em alguns momentos, a atualidade. Não percebo todo o histerismo que rodeia este livro e acho que nunca vou compreender.

Resumindo e concluindo: QUE LIVRO FANTÁSTICO. A escrita da Veronica amadureceu, a história está extremamente bem construída e as personagens bem desenvolvidas. Mesmo que não tenham gostado de "Divergente", devem dar uma oportunidade a este livro. Tenho a certeza que serão surpreendidos.

Sivbarat. Zethetet.

13 de março de 2017

OPINIÃO | AS CINQUENTA SOMBRAS MAIS NEGRAS [FILME]

O filme mais esperado do ano para todos os fãs da trilogia "As Cinquenta Sombras" chegou finalmente aos cinemas no passado dia 09 de Fevereiro!

Sou fã desta história e por isso estava muito entusiasmada por este filme, visto que já tinha adorado o primeiro. Tive a oportunidade de o ver três vezes, portanto sinto que estou finalmente preparada para falar sobre ele.

★★★★

Devo começar por dizer que se não gostaram do primeiro filme dêem uma oportunidade a este. A fotografia é incrivelmente bela e para se juntar a ela temos uma banda sonora de se lhe tirar o chapéu - quem conhecer bem a história e ouvir a banda sonora consegue fazer a ligação com o enredo e as personagens (tal como no primeiro filme).


Os atores principais - Dakota Johnson e Jamie Dornan - evoluíram tanto deste o primeiro filme e a interpretação das suas personagens foi simplesmente incrível. Nota-se um maior à vontade, a química entre os dois é muito maior e percebe-se que compreenderam mesmo o que são aquelas personagens. Agora sim vejo a Anastasia Steele e o Christian Grey e não tenho dúvidas que não poderiam ter escolhido melhores atores. Neste filme também ficamos a conhecer novas personagens: Jack Hyde interpretado por Eric Johnson, Leila Williams interpretada por Bella Heathcote e Elena Lincoln interpretada por Kim Basinger. O que posso dizer é que acertaram em cheio na escolha de atores - não conhecia o trabalho de nenhum dos três, mas conseguiram-me surpreender dando vida a estas personagens tal e qual como eu imaginava.

Outro aspecto, que para mim é dos mais importantes, é o facto de estar tão fiel ao livro (mais do que no primeiro filme). Acho que já está na altura das pessoas perceberem que isto é uma ADAPTAÇÃO cinematográfica da trilogia, nunca poderia ser tudo exactamente igual - é óbvio que existem coisas que foram alteradas e existiram cenas que adorei a maneira como foram resolvidas para o filme, gostando mais do que no próprio livro.


Está um filme extremamente bem conseguido, que te faz passar por vários estados. É sexy, divertido e muitas vezes de tirar a respiração. Vemos um Christian Grey diferente, muito mais sorridente e realmente apaixonado. Sim, digam o que disserem, é uma história de AMOR. E nele podemos ver o quanto o amor pode mudar uma pessoa.

Li várias críticas ao filme e à história do mesmo e preciso mesmo de falar sobre algumas coisas que li. Primeiro ver críticas de pessoas que são efectivamente críticas de profissão, a falar sobre o filme sem o mínimo de conhecimento da história, ou seja, sendo um filme baseado num livro acho importante, mesmo não tendo lido o livro, fazer uma pesquisa sobre o mesmo acho que é o mínimo. Segundo, ver pessoas ainda a insistir para as pessoas não verem o filme nem lerem o livro porque é um incentivo à violência domestica e que a Anastasia é uma mulher fraca que faz as coisas por ter medo do Christian. O BDSM não foi uma coisa inventada pela EL James, é um estilo de vida que MUITA gente pratica, só que até esta trilogia fazer sucesso talvez fosse um assunto tabu. Praticar BDSM não consiste em violação ou violência, quem o pratica é porque quer e tem o seu consentimento. Ao longo dos três livros, o Christian NUNCA faz nada que ela não queira e nunca pratica violência sobre ela, para não falar que a Anastasia é tudo menos uma mulher fraca. Quem leu sabe disto perfeitamente e ainda me faz muita 'comichão' ver pessoas a falarem sem terem o mínimo de conhecimento sobre as coisas. A última coisa que tenho mesmo de falar é o criticar antes de ver/ler só porque falamos de um filme "comercial". Acho que comercial não é sinónimo de mau, mas ainda há muitos a ver desta maneira. Era óbvio que este filme ia fazer um sucesso tremendo se formos a pensar nos milhões de fãs em todo o mundo - não é por isso que tem de ser colocado na categoria de filmes "a não ver".


Resumindo e concluindo, ADOREI este filme. E não me importava de o ver mais umas quantas vezes. Agora é esperar pelo terceiro - "As Cinquenta Sombras Livre" - que está previsto estrear dia 08 de Fevereiro de 2018 em Portugal.

Quando foste embora, eu jurei que iria parar se fosse isso que te trouxesse de volta.


30 de janeiro de 2017

OPINIÃO | 'GREY' DE E.L. JAMES

O mês de Fevereiro está mesmo aí à porta e com ele vem a estreia do filme "As Cinquenta Sombras Mais Negras" baseado no livro com o mesmo nome da autora E.L. James. É um filme pelo qual anseio muito.

Tenho um carinho especial por esta trilogia e o primeiro filme tornou-se um dos meus filmes favoritos de sempre.  Para entrar novamente no mood da história decidi primeiramente voltar a ver o filme, que causou o mesmo impacto em mim como na primeira vez que o vi, e tentar (novamente) ler o livro "Grey" - que é basicamente o primeiro livro, "As Cinquenta Sombras de Grey", narrado pelo Christian.

Digo tentar novamente porque já tinha pegado nele pouco depois de ele ter sido lançado, mas não consegui lê-lo, talvez porque ainda tinha a memória fresca do livro "As Cinquenta Sombras Livre" onde temos um Christian Grey diferente do inicio da história.


Editor: Lua de Papel
Edição ou reimpressão: 09-2015
ISBN: 9789892333212
Goodreads
COMPRA AQUI 

SINOPSE
Christian Grey quer exercer um controlo férreo sobre todas as coisas, o seu universo é meticuloso, disciplinado e profundamente vazio - até ao dia em que Anastasia Steele dá um trambolhão no seu escritório, numa confusão de pernas bem torneadas e revoltos cabelos castanhos. Ele bem tenta esquecer que a conheceu, mas em vez disso é invadido por um turbilhão de emoções que não consegue compreender… e ao qual é incapaz de resistir. Ao contrário de todas as mulheres que conheceu antes, a tímida Ana parece conseguir vê-lo como ele realmente é - um coração frio e ferido que a faceta de génio dos negócios e o estilo de playboy não conseguem esconder.
Será que possuir Ana será suficiente para que Christian se livre dos horrores de infância que ainda hoje o perseguem, noite após noite? Ou será que os seus negros desejos sexuais, a sua obsessão pelo controlo, e o ódio contra si mesmo que lhe preenchem a alma vão afastar Ana e destruir para sempre a frágil esperança que ela lhe oferece?

OPINIÃO
Para mim, o Christian Grey sempre foi uma personagem extremamente interessante, talvez das mais interessantes que 'já conheci', se calhar pelo o seu estilo de vida e pela prática de BDSM, que até ler o livro era algo que me passava completamente ao lado e que desconhecia - algo que milhares de pessoas devem praticar mas que para a maior parte de nós é um assunto tabu e que preferimos nem conhecer. É impossível ficar indiferente a este seu mundo, o típico homem de negócios podre de rico, dominador e aparentemente impenetrável.

Em "As Cinquenta Sombras de Grey" conhecemos a história pelos olhos da Anastasia Steele - uma jovem completamente inexperiente e inocente no que toca a assuntos de carácter sexual. Daí, a primeira grande diferença é a escrita. Em "Grey" temos uma escrita muito mais direta e de certa forma mais agressiva, mais explicita. 99% dos pensamentos de Christian em relação à Ana são de carácter sexual e a autora não poupou os seus leitores de o perceberem.

Neste livro também dá-nos a conhecer mais do Christian, mais cedo do que nos outros livros. Temos "acesso" aos sonhos/pesadelos que o assombram durante a noite relacionados com o seu passado, e também conhecemos alguns aspectos das suas relações com outras submissas e com a Elena (Mrs. Robinson). Mais uma vez, mais cedo do que no outro livro, somos introduzidos à submissa Leila Williams que assumirá um papel super importante no segundo livro/filme, "As Cinquenta Sombras Mais Negras". No entanto, não sinto que este livro acrescente muito à história. 

Acho que no primeiro livro, narrado pela Anastasia, o leitor fica com a ideia que o Christian rapidamente sentiu algo mais pela Ana e daí ter tido tantas "primeiras vezes" com ela - o Charlie Tango, sexo baunilha, dormir ao lado dela, quebrar regras, etc. Neste percebemos que ele tenta lutar contra isso, ele próprio se chega a questionar o porquê de o fazer e quase até ao fim do livro ele apenas se refere a ela sexualmente. Continua a perceber-se que é óbvio que ela é diferente de todas as outras, e que para além de sexualmente ele gosta da sua companhia e sente-se em 'paz' com ela por perto mas só mesmo na última página é que ele fala em amor.

Tal como nos outros livros, acho que faltam alguns detalhes relativamente ao BDSM que deveriam ser explicados pois quem não conhece em algumas partes fica a saber o mesmo.

Apesar de tudo, este livro não mudou a minha opinião em relação a toda a trilogia. Para mim continua a ser um romance apaixonante ainda que diferente do comum. Adoro o facto de poder ver os dois lados da moeda - o do Christian e o da Ana - e perceber o quão são diferentes mas como se acabam por completar. 

Ana. Fica comigo. És minha. Também te amo


TRAILER | AS CINQUENTA SOMBRAS MAIS NEGRAS

3 de agosto de 2016

OPINIÃO | 'HARRY POTTER AND THE CURSED CHILD'

Este era sem dúvida alguma o livro mais esperado do ano em todo o mundo, e para mim não foi diferente. Assim que soube do lançamento do "Harry Potter And The Cursed Child" fiquei ao pulos de contente pois sou uma grande fã desta saga.

Confesso que fiquei ainda mais entusiasmada quando soube que seria um texto dramático, sou uma grande fã de teatro e sou atriz.

Fui ao lançamento do livro na Fnac do Norteshopping na companhia do meu namorado, o Vasco [creepysantos] e do Tiago [Tiago's World] - passem no canal deles para verem os vlogs do lançamento.

Assim que cheguei a casa, ou seja, na madrugada de dia 31 comecei a ler o livro e confesso que desde inicio que estava a gostar imenso, é nostálgico. Relembrar todas as personagens, passar por alguns dos momentos mais marcantes, viver novas aventuras e perceber a sua vida como adultos.

Ao longo do livro a história vai se desenvolvendo muito superficialmente e, eu pelo menos senti isso, precisava de mais descrição. Às vezes perguntava-me o porquê daquilo estar a acontecer e outras vezes "era óbvio que isto ia acontecer". Mas sendo um texto dramático, apenas temos uma breve descrição do espaço e das personagens em forma de didascálias no inicio de cada cena ou ato e de resto é tudo diálogo. Pelo o que vim a saber, sei que não sou a única pessoa a achar que isto parece uma fanfic.

Gostei de poder conhecer mais sobre o Albus e o Scorpious, no entanto, soube-me a pouco. Aliás todo o livro soube a pouco.

É verdade, que temos de pensar que isto é um guião de teatro, isto é para o palco, e não pode haver todo aquele detalhe como nos outros livros. E acredito piamente que isto resulte muito bem no palco mas sinto que deveria ter sido publicado um livro com toda esta história em prosa. Detalhada, com uma caracterização mais vincada das personagens e que explorasse a fundo todos os acontecimentos.

Ainda assim, posso dizer que gostei e espero ter a oportunidade de ir ver esta peça a Londres. Queria dizer mais, mas tenho medo de deixar escapar algum spoiler e por isso prefiro cingir-me a esta simples opinião.

Dei-lhe 4 estrelas no Goodreads, porque apesar de tudo não deixa de ser o Harry Potter, não deixa de ser incrível e não deixa de ser a história que cresceu comigo.


The truth is a beautiful and terrible thing, and should therefore be treated with great caution
- Dumbledore


13 de junho de 2016

OPINIÃO | 'NÃO TERÃO O MEU ÓDIO' DE ANTOINE LEIRIS

Mas que livro maravilhoso! Foi difícil conseguir encontrar as palavras certas para o descrever. Perante todos os acontecimentos pelos quais o nosso mundo tem passado acho que este livro é uma leitura obrigatória.

Editor: Objectiva
Edição ou reimpressão: 04-2016
ISBN: 9789896650872
Goodreads: ★★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
Não terão o meu ódio é um relato profundamente comovente da dolorosa tragédia que se abateu sobre a família de Antoine naquela noite fatídica e dos penosos dias que se lhe seguiram. É igualmente uma belíssima carta de amor e uma homenagem de grande beleza e rara sensibilidade à família, esse refúgio de amor que resiste e resistirá a tudo.

OPINIÃO
Passados uns meses, tenho finalmente nas minhas mãos uma "continuação" daquela publicação no Facebook que emocionou milhões. Tal como já estava à espera, o livro foi exactamente o que queria que fosse - para além de o Antoine ter uma escrita lindíssima, focou-se na história antes e depois do atentado sem fazer menção aos terroristas, que não merecem protagonismo nem o seu ódio.

Felizmente, nunca passei pelo que o Antoine passou/está a passar e a verdade é que só tenho uma pequena ideia do que será, daí o meu interesse por esta história. Afinal como se lida com uma situação destas nas circunstâncias em que aconteceram?

Do inicio ao fim, este é um livro que toca realmente no coração. Apesar de sofrimento, este livro também transborda amor, essencialmente. Um grande amor pela Hélène, que se sente em cada palavra deste livro, e pelo pequeno Melvil que infelizmente irá crescer sem a sua mãe.

Quando iniciei a minha leitura só o larguei, e com algum custo, quando o terminei. Li-o em algumas horas. Acho que nunca foi tão duro ler um livro, e não digo isto porque foi mau porque não foi de todo, foi simplesmente doloroso - várias vezes dei por mim com lágrimas a escorrem-me pelo rosto. Senti-me tão próxima daquela família que no final só me apetecia ir a correr falar e abraçar o Antoine.

É difícil falar do "Não Terão o Meu Ódio", só quando lerem irão perceber o que eu quis dizer com estes breves parágrafos. O que torna este livro diferente do que qualquer outro é que tudo isto aconteceu realmente, à frente dos nossos olhos, à frente dos olhos do Antoine - isto é uma porta de acesso à história de uma família que perdeu alguém num atentado no Bataclan, não é uma ficção.


É a última vez que nos poderemos amar.
- Antoine Leiris

21 de setembro de 2015

OPINIÃO | 'A SELEÇÃO' DE KIERA CASS


Estava com imensas expectativas para este livro. Tinha ouvido falar tão bem dele. Por isso coloquei-o no topo da minha lista de leituras para este mês. Ao analisar a capa do livro percebi rapidamente sobre o que iria ser a história e fiquei um pouco com o "pé atrás" com a mesma mas dei-lhe uma oportunidade.

Editor: Porto Editora
Edição ou reimpressão: Agosto de 2017
ISBN: 978-972-0-03002-3
Goodreads: ★★★★
COMPRA AQUI

SINOPSE
Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida. É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e jóias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.

OPINIÃO
Em relação à história não foi algo que eu achei maravilhoso, é boa e está bastante bem construída, no entanto (e isto aconteceu-me a mim) enquanto estava a ler o livro era previsível o que iria acontecer no capitulo a seguir, por exemplo. Achei-a um pouco previsível talvez por ser algo que eu já tinha conhecimento ou porque li noutro livro ou vi num filme, e nisto refiro-me à parte em que temos 35 raparigas num castelo e o príncipe tem de escolher com quem irá casar. Achei muito interessante a sociedade estar dividida por Castas, de 1 a 8 [Não me alongo mais devido aos spoilers]. Devo dizer que gostei bastante da personagem principal, America, apesar de que às vezes a sua indecisão deixou-me um bocadinho irritada e já agora que não vou nada "à bola" com o Aspen (preferindo assim o Príncipe Maxon). [Mais uma vez, não me irei alongar mais porque quero evitar os spoilers].

A escrita da Kiera é super leve, cativante e simples. Não houve um único momento em que me apeteceu parar de ler porque estava a ser muito aborrecido, e isso é das coisas que eu mais odeio que me aconteçam por isso fiquei assim "fã" da Kiera por conseguir que os leitores não se cansem do que estão a ler.

Fiquei um pouco chateada com o final do livro pois a nossa autora decidiu deixá-lo em aberto, obviamente porque existe a continuação do mesmo e era exatamente para nos deixar com aquela vontade (que eu fiquei) para ler "A Elite".

Concluindo, apesar de eu ter achado a história deste livro bastante previsível, é impossível ficar indiferente à mesma e por isso mal posso esperar para ler a continuação e saber o que irá acontecer à America Singer. Se ainda não leste este livro/saga aconselho-te vivamente a fazê-lo, e se já a leste gostaria que partilhasses nos comentários a tua opinião :)
efeito m. Design by Berenica Designs.