11 de setembro de 2018

OPINIÃO | 'O ÓDIO QUE SEMEIAS' DE ANGIE THOMAS

Sempre ouvi maravilhas acerca deste livro, para não falar do seu impacto imediato após o lançamento. Com a estreia do filme a aproximar-se decidi que estava na altura de o ler.

Editor: Editoral Presença
Edição ou reimpressão: 09-2017
ISBN: 9789722360920
Goodreads: ★★★★
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SINOPSE
Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos. 
O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo. 
A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros. 
Um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Lives Matter e pela luta contra a discriminação e a violência.

OPINIÃO 
Como se pode ler na sinopse, vemos retratada a morte de um jovem negro, assassinado por um polícia, sem qualquer tipo de razão. Infelizmente, este é um retrato exacto do que acontece, atualmente, nos Estados Unidos da América. Este livro é claramente uma crítica à sociedade, ainda retógrada deste país. 

Mas posso dizer-vos que a sinopse engana porque este livro é muito mais do que apenas uma ficção sobre este assassinato ou o retrato de uma realidade. É um força, uma voz. Mais do que transbordar revolta exprime, acima de tudo, a uma sede de mudança. E honestamente, mudança é algo de que os EUA precisam, cada vez mais. Um país que se diz tão desenvolvido e tão "à frente" parece que está a regredir a cada dia. 

Simultaneamente, levou-me a pensar na quantidade de jovens que têm de esconder o que realmente são (neste caso as suas origens), para se integrarem socialmente em pleno século XXI. É importante lutarmos pela igualdade, pelo término do racismo e pela liberdade de expressão. Os jovens são a nossa maior esperança. A Starr é, sem dúvida alguma, uma inspiração. Começa como uma rapariga assustada com o mundo e traumatizada com o que aconteceu, mas termina sendo o rosto da revolução, sem qualquer medo de falar e de defender aquilo em que acredita.

Gostei mesmo deste livro. A escrita da Angie Thomas é bastante leve mas carregada de sentimento. Quando damos por nós estamos imersos na leitura. Se ainda não o leram, façam-no porque o filme deve chegar aos cinemas nacionais em Outubro deste ano.

"De que serve termos uma voz se ficamos calados quando não devemos?"

4 comentários

  1. Já li este livro e é tão bonito, mas ao mesmo tempo tão frustrante. É frustrante saber que isto acontece no dia a dia nos EUA e é mesmo muito triste saber que as pessoas vivem com medo da polícia e que algumas crianças crescem e aprendem a temer a polícia e a NUNCA fugir.
    É um dos meus livros favoritos sem dúvida!

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    1. Concordo plenamente contigo. Por vezes leva-me a pensar que vivemos no sítio tão bom comparado a muitos países. O livro é maravilhoso :)

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  2. Um livro do qual se tem ouvido maravilhas nos últimos meses, sem dúvida! E eu que ainda não o tenho :p Assim que o encontrar a um preço simpático no Awesome Books, vem logo para casa. YA não é um género que goste de ler, mas há temáticas que são demasiado importantes para deixar passar.
    Boas leituras :)

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    1. Olá Mariana! Se tiveres oportunidade não deixes de o ler.. é um livro realmente importante e muito atual. Se entretanto o leres diz algo :) Beijinho

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