18 de agosto de 2015

OPINIÃO | SAGA 'DIVERGENTE' DE VERONICA ROTH

Este mês decidi roubar o "Divergente" da estante do meu namorado e entrei no mundo de Tris. Inicialmente foi difícil adaptar-me mas quando finalmente consegui foi para ficar. Fiquem aqui com a minha opinião dos 3 livros da série "Divergente": Divergente, Insurgente e Convergente.

Quando comecei a ler o primeiro livro foi assim um pouco confuso para mim visto que existem 5 fações, que eram bastante mencionadas no inicio, e sempre que a nossa narradora falava delas eu tinha sempre a necessidade de ir à orelha confirmar o que cada uma era exatamente. Acho que nas primeiras páginas do livro é tudo um pouco confuso talvez porque ainda nos estamos a adaptar à escrita da autora ou até mesmo à própria história, mas ainda assim considero que rapidamente a escrita da Veronica foi-se tornando muito mais fluída.

Assim que entrei no ritmo do livro(s) apaixonei-me (literalmente) pela escrita da autora e caracterizo-a como sendo simples, direta, sem espaço para o aborrecimento e que deixa o leitor completamente preso do inicio ao fim, para não falar da história que considero que foi muito (mas muito) bem conseguida (desde o primeiro ao último livro).

Sou assim uma grande fã de distopias mas sem dúvida que esta me marcou de uma maneira bastante diferente, mas já iremos falar nisso.

Assim que terminei o Divergente, não consegui esperar mais e por isso fui imediatamente comprar o Insurgente e Convergente. Em apenas 4 dias li a continuação da saga e não tenho palavras para descrever o que senti quando cheguei à ultima página do Convergente.

É uma história que especialmente no Insurgente e no Convergente quase que nos deixa sem folgo quando lemos pois tem muita ação e muita informação para digerir enquanto que no Divergente, sendo o primeiro livro, é uma introdução ao mundo onde Beatrice vive, onde ficamos a conhece-la melhor tal como ao resto das personagens. Para além de toda esta ação/aventura que os livros têm, e como todos devem saber, existe também a história de amor entre a Tris (Beatrice) e o Quatro.

Este romance que se vai formando desde o primeiro livro até ao último é talvez dos mais bonitos que já li. É algo que acontece lentamente e muito discretamente, digamos que está mais perto do real. Considero o Quatro uma personagem muito discreta, por vezes difícil de entender, muito masculino, que inicialmente aparenta ser frio e rígido algo que no decorrer dos livros vamos perceber que não é bem assim (não quero dar muitas informações acerca disso para quem não leu puder descobrir quando ler).

Enquanto que no Divergente conhecemos as personagens, nos próximos livros vê-molas crescer, ficamos a conhece-las ainda melhor, vemos um outro lado delas. Isto do outro lado aplica-se muito à Tris e ao Quatro que devido a certas coisas que acontecem mostram o seu lado vulnerável e destruído, por exemplo, no Convergente a narração do livro alterna-se entre a Tris e o Quatro e aí conseguimos perceber melhor como cada um lida com certas coisas ou como as vê.

A Tris e o Quatro são sem dúvida alguma as minhas personagens favoritas do livro, acho que com elas ou com a sua relação podemos retirar imensas coisas para completar o nosso "eu". São fortes, corajosos, altruístas mas ainda assim são capazes de mostrar o seu lado fraco e admiro imenso que a Veronica tenha construído estas personagens, pois tal como eu disse, as torna tão reais. No geral, todas as personagens que fazem parte desta distopia estão bem construídas e têm todos os traços bem delineados e acho que isso é uma característica da escrita desta autora.  

Aconselho a toda a gente que ainda não leu esta saga a ler pois acho que qualquer pessoa consegue retirar algo de positivo dela. A saga questiona coisas muito atuais, como a importância de fazer uma escolha e as consequências da mesma, o ser diferente numa sociedade que rejeita a diferença, o ser capaz ou não, o não saber o que realmente somos, a amizade, o amor, a perda.

Quando terminei o Convergente posso dizer que me emocionei muito, é um fim um pouco injusto (eu achei) mas ainda assim muito corajoso tal como a história nos ensina a ser do inicio ao fim. [O prólogo, para mim, foi o mais díficil]

Penso que consegui dar a minha opinião sem revelar muito da história, e fiz isto porque infelizmente quando comecei a ler o Convergente já sabia o final e acho que se perde muito quando se "entra" num livro quando já se sabe o que vai acontecer.

  • Divergente: ★★★★★
  • Insurgente
  • Convergente★★★★★
LIVRO VS. FILME

O filme "Divergente" considero que se manteve fiel ao livro, e não teria lógica se assim não fosse pois é uma introdução à história e às personagens, já o "Insurgente" não tem nada a ver com o livro, ainda assim acho que a maneira como eles quiseram continuar a história no filme foi muito bem conseguida. São muito poucas as coisas que pudemos relacionar com o livro no filme "Insurgente", mas de qualquer das formas a maneira como eles quiseram fazer é muito válida ficando assim com um bom livro e um bom filme. Em relação à típica pergunta "O filme é melhor que o livro?" acho que estão próximos do mesmo nível, apesar dos filmes conseguirem estar um pouco acima. 

O que achei incrível nos filmes foram todas as cenas de ação que estavam mesmo realistas, acho que dava mesmo para acreditar que eles estavam realmente a lutar. No geral, acho que ambos os filmes em termos de efeitos e etc estavam muito bem produzidos. 

Em relação aos atores fiquei assim muito contente pela maior parte das escolhas. Acho que a Shailene Woodley e o Theo James são sem dúvida alguma a melhor Tris e o melhor Quatro que poderíam arranjar, para não falar do Peter que é interpretado pelo Milles Teller que é sem dúvida perfeito para o papel.

O Convergente já estreia no próximo ano e na minha opinião acho que vai ser bastante diferente do livro devido ao final do "Insurgente"


Sejam corajosos.

Enviar um comentário

efeito m. Design by Berenica Designs.